A inteligência e os dados

18 September 2018

Graças ao big data, seguradoras ganham capacidade de melhorar sua precisão e criar produtos personalizados

A inteligência e os dados

Big data é a palavra de ordem no setor de seguros, assim como em muitos outros. Nos últimos anos, as ferramentas de inteligência artificial (IA), machine learning e análise de big data transformaram a indústria, gerando valor comercial exponencial por meio de insights de dados. Enquanto muitas organizações têm enormes quantidades de informações na ponta dos dedos, outras não têm a capacidade de enxergar com clareza sobre como transformar esses dados em valor e como fazê-lo de maneira compatível às necessidades dos clientes.

Acontece que, a medida em que cada vez mais os conselhos de administração das empresas exigem que as decisões de gerenciamento de risco e de compra de seguros sejam feitas em bases analíticas demonstráveis, ser capaz de mostrar como seu histórico de sinistros e perdas, gerenciamento de risco e gastos com seguros se compara favoravelmente a outras empresas passa a ser um ativo real. Assim, a análise de dados pode ajudar os gestores a identificar e lidar com discrepâncias e gerenciamento de riscos e gastos com seguros, fornecendo justificativas transparentes para tomadas de decisão e até reduzindo despesas, se for o caso. 

Tradicionalmente, o mercado segurador e ressegurador conta com bons dados sobre perdas de propriedades, catástrofes naturais e outros riscos, mas casos como recalls de produtos, paralisações regulatórias, falhas de fornecedores e eventos cibernéticos são exemplos de riscos cujos impactos nem sempre são adequadamente identificados ou quantificados.  Além disso, muitas vezes, a análise mostra que os riscos mais sérios podem, compreensivelmente, assumir a maior parcela do prêmio, mas, com muita frequência, absorvem o menor tempo possível em termos de gerenciamento de risco da empresa.

Por meio de uma análise criteriosa do big data, as seguradoras agora têm a capacidade de melhorar sua precisão de preços, criar produtos e serviços personalizados, forjar relacionamentos mais fortes com os clientes e facilitar uma prevenção de perdas mais eficaz.

“O acesso a dados, especialmente para companhias de médio porte, oferece às empresas um conjunto totalmente novo de recursos analíticos para aplicar em seu planejamento de negócios e avaliação de riscos”, explica o vice-presidente de Treaty da JLT Resseguros, Pedro Farme D'Amoed, responsável pelo desenvolvimento da plataforma digital JLT ID. A ferramenta permite extrair dados básicos ou criar relatórios personalizados de volume de prêmio, sinistros, custos, resultados e outras variáveis desde 2013, por mês ou por ano. A plataforma traz as informações de maneira mais dinâmica, funcional e amigável em relação ao sistema de informações do órgão regulador.  A atualização da base é semanal e automática. A base conta com 627 companhias de seguro, 80 grupos seguradores e quase 20 parâmetros de análise que podem ser extraídos com a soma, a média, o valor mínimo ou máximo e o desvio padrão do período selecionado. O conteúdo gerado pode ser exportado para diversas plataformas. “Identificar e reunir dados públicos com a capacidade de transformá-los em insights e inteligência é o que nos transporta de brokers transacionais para brokers consultivos e aí é que está o valor para o cliente”, comenta o executivo.

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